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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O manual da Santa Inquisição



Clique AQUI para baixar "O martelo das feiticeiras" em PDF.


O Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum) é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoravam no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades. Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em que formavam as sociedades modernas europeias. Uma das consequências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente.



Sobre os autores:

Heinrich Kramer (1430-1505), religioso e Inquisidor alemão.
Juntou-se  à Ordem dos Pregadores ainda jovem, e foi indicado para a posição de inquisidor por  volta de 1474. Solicitou ao papa Inocêncio VIII permissão para investigar e punir atos de bruxaria na Alemanha, e a Bula Papal emitida em resposta serviu como legitimação para que ele escrevesse "Malleus Maleficarum" ("O martelo das feiticeiras"). Entendido como um guia para reconhecer, capturar e punir bruxas, o livro foi condenado pela Universidade de Colônia, instituição para a qual foi submetido para  aprovação, por instigar atos antiéticos, ilegais e contrários à doutrina católica. Ainda assim, o livro foi muito utilizado pelas cortes seculares, e Kramer continuou sendo convidado para fazer pregações sobre o assunto.

James  Sprenger (1435-1495), Inquisidor das províncias de Mainz, Trier e Colônia.
Mestre e deão da faculdade de teologia da Universidade de Colônia, iniciou-se na Ordem dos Pregadores em 1452. Apesar de ser com  frequência apontado como coautor de "O martelo  das feiticeiras", historiadores afirmam que seu papel foi o de colaborador, e que sua influência foi  usada  para  atribuir caráter oficial à publicação de Kramer.


Obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Concretizando os sonhos de infância (RANDY PAUSCH)


Íntegra da palestra do professor Randolph Frederick Pausch em 18 de setembro de 2007, na Carnegie Mellon University. Essa "aula de despedida" inspirou o best seller "A lição Final". Para ler em PDF clique AQUI (aguarde alguns segundos antes de baixar). A obra também está disponível em mp3 (narração: Paulo Betti).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

PAULO FREIRE: o homem e o mito

Textos compilados por Thomas Giulliano


Desconstruindo Paulo Freire - Thomas Giulliano


Boa parte dos veículos pedagógicos, sejam eles os espaços universitários ou o mercado editorial, acabam por endossar o totalitarismo pedagógico de Paulo Freire, adotando um equivocado comportamento reducionista no campo das ideias e gregário na seleção de uma única forma de expor a pedagogia brasileira.

A reputação deste trabalho justifica-se pelo escasso material verdadeiramente analítico disponível para estudos. Dessa forma, “Desconstruindo Paulo Freire” tenta cumprir o dever de apresentar ao público leitor uma realidade desconhecida sobre o nosso atual baluarte pedagógico, fundamentando-se em uma metodologia lúcida, preocupada em abordar de modo realista a vida e a obra do atual Patrono da Educação Brasileira – sem as frequentes irracionalidades que marcam os olhares sobre o autor das concepções bancárias de educação.

Foram selecionados para este trabalho textos inéditos de pesquisadores das mais variadas áreas, ampliando o alcance investigativo do livro. Estimulado pelo desejo de qualificar o debate sobre os nossos problemas pedagógicos, sem amarras doutrinárias, escorado no desejo de pensar a nossa história à luz da verdade, evitando macular o dom da linguagem, deixamos em suas mãos a possibilidade de publicação deste trabalho necessário à adequada compreensão de nossas neblinas contemporâneas.

Clique AQUI para baixar esta e outras obras completas, em PDF e outros formatos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Arte pela arte

O sol mostra-se num dos cantos superiores do rectângulo, o que se encontra à esquerda de quem olha, representando, o astro-rei, uma cabeça de homem donde jorram raios de aguda luz e sinuosas labaredas, tal uma rosa-dos-ventos indecisa sobre a direcção dos lugares para onde quer apontar, e essa cabeça tem um rosto que chora, crispado de uma dor que não remite, lançando pela boca aberta um grito que não poderemos ouvir, pois nenhuma destas coisas é real, o que temos diante de nós é papel e tinta, mais nada. Por baixo do sol vemos um homem nu atado a um tronco de árvore, cingidos os rins por um pano que lhe cobre as partes a que chamamos pudendas ou vergonhosas, e os pés tem-nos assentes no que resta de um ramo lateral cortado, porém, por maior firmeza, para que não resvalem desse suporte natural, dois pregos os mantêm, cravados fundo. Pela expressão da cara, que é de inspirado sofrimento, e pela direcção do olhar, erguido para o alto, deve de ser o Bom Ladrão. O cabelo, todo aos caracóis, é outro indício que não engana, sabendo-se que anjos e arcanjos assim o usam, e o criminoso arrependido, pelas mostras, já está no caminho de ascender ao mundo das celestiais criaturas. Não será possível averiguar se este tronco ainda é uma árvore, apenas adaptada, por mutilação selectiva, a instrumento de suplício, mas continuando a alimentar-se da terra pelas raízes, porquanto toda a parte inferior dela está tapada por um homem de barba comprida, vestido de ricas, folgadas e abundantes roupas, que, tendo embora levantada a cabeça, não é para o céu que olha. Esta postura solene, este triste semblante, só podem ser de José de Arimateia, que Simão de Cirene, sem dúvida outra hipótese possível, após o trabalho a que o tinham forçado, ajudando o condenado no transporte do patíbulo, conforme os protocolos destas execuções, fora à sua vida, muito mais preocupado com as consequências do atraso para um negócio que trazia aprazado do que com as mortais aflições do infeliz que iam crucificar. Ora, este José de Arimateia é aquele bondoso e abastado homem que ofereceu os préstimos de um túmulo seu para nele ser depositado o corpo principal, mas a generosidade não lhe servirá de muito na hora das santificações, sequer das beatificações, pois não tem, a envolver-lhe a cabeça, mais do que o turbante com que sai à rua todos os dias, ao contrário desta mulher que aqui vemos em plano próximo, de cabelos -soltos sobre o dorso curvo e dobrado, mas toucada com a glória suprema duma auréola, no seu caso recortada como um bordado doméstico. De certeza que a mulher ajoelhada se chama Maria, pois de antemão sabíamos que todas quantas aqui vieram juntar-se usam esse nome, apenas uma delas, por ser ademais Madalena, se distingue onomasticamente das outras, ora, qualquer observador, se conhecedor bastante dos factos elementares da vida, jurará, à primeira vista, que a mencionada Madalena é esta precisamente, porquanto só uma pessoa como ela, de dissoluto passado, teria ousado apresentar-se, na hora trágica, com um decote tão aberto, e um corpete de tal maneira justo que lhe faz subir e altear a redondez dos seios, razão por que, inevitavelmente, está atraindo e retendo a mirada sôfrega dos homens que passam, com grave dano das almas, assim arrastadas à perdição pelo infame corpo. É, porém, de compungida tristeza a expressão do seu rosto, e o abandono do corpo não exprime senão a dor de uma alma, é certo que escondida por carnes tentadoras, mas que é nosso dever ter em conta, falamos da alma, claro está, esta mulher poderia até estar inteiramente nua, se em tal preparo tivessem escolhido representá-la, que ainda assim haveríamos de demonstrar-lhe respeito e homenagem. Maria Madalena, se ela é, ampara, e parece que vai beijar, num gesto de compaixão intraduzível por palavras, a mão doutra mulher, esta sim, caída por terra, como desamparada de forças ou ferida de morte. O seu nome também é Maria, segunda na ordem de apresentação, mas, sem dúvida, primeiríssima na importância, se algo significa o lugar central que ocupa na região inferior da composição. Tirando o rosto lacrimoso e as mãos desfalecidas, nada se lhe alcança a ver do corpo, coberto pelas pregas múltiplas do manto e da túnica, cingida na cintura por um cordão cuja aspereza se adivinha. É mais idosa do que a outra Maria, e esta é uma boa razão, provavelmente, mas não a única, para que a sua auréola tenha um desenho mais complexo, assim, pelo menos, se acharia autorizado a pensar quem, não dispondo de informações precisas acerca das precedências, patentes e hierarquias em vigor neste mundo, estivesse obrigado a formular uma opinião. Porém, tendo em conta o grau de divulgação, operada por artes maiores e menores, destas iconografias, só um habitante doutro planeta, supondo que nele não se houvesse repetido alguma vez, ou mesmo estreado, este drama, só esse em verdade inimaginável ser ignoraria que a afligida mulher é a viúva de um carpinteiro chamado José e mãe de numerosos filhos e filhas, embora só um deles, por imperativos do destino ou de quem o governa, tenha vindo a prosperar, em vida mediocremente, mas maiormente depois da morte. Reclinada sobre o seu lado esquerdo, Maria, mãe de Jesus, esse mesmo a quem acabamos de aludir, apoia o antebraço na coxa de uma outra mulher, também ajoelhada, também Maria de seu nome, e afinal, apesar de não lhe podermos ver nem fantasiar o decote, talvez verdadeira Madalena. Tal como a primeira desta trindade de mulheres, mostra os longos cabelos soltos, caídos pelas costas, mas estes têm todo o ar de serem louros, se não foi pura casualidade a diferença do traço, mais leve neste caso e deixando espaços vazios no sentido das madeixas, o que, obviamente, serviu ao gravador para aclarar o tom geral da cabeleira representada. Com tais razões não pretendemos afirmar que Maria Madalena tivesse sido, de facto, loura, apenas nos estamos conformando com a corrente de opinião maioritária que insiste em ver nas louras, tanto as de natureza como as de tinta, os mais eficazes instrumentos de pecado e perdição. Tendo sido Maria Madalena, como é geralmente sabido, tão pecadora mulher, perdida como as que mais o foram, teria também de ser loura para não desmentir as convicções, em bem e em mal adquiridas, de metade do género humano. Não é, porém, por parecer esta terceira Maria, em comparação com a outra, mais clara na tez e no tom do cabelo, que insinuamos e propomos, contra as arrasadoras evidências de um decote profundo e de um peito que se exibe, ser ela a Madalena. Outra prova, esta fortíssima, robustece e afirma a identificação, e vem a ser que a dita mulher, ainda que um pouco amparando, com distraída mão, a extenuada mãe de Jesus, levanta, sim, para o alto o olhar, e este olhar, que é de autêntico e arrebatado amor, ascende com tal força que parece levar consigo o corpo todo, todo o seu ser carnal, como uma irradiante auréola capaz de fazer empalidecer o halo que já lhe está rodeando a cabeça e reduzindo pensamentos e emoções. Apenas uma mulher que tivesse amado tanto quanto imaginamos que Maria Madalena amou poderia olhar desta maneira, com o que, derradeiramente, fica feita a prova de ser ela esta, só esta, e nenhuma outra, excluída portanto a que ao lado se encontra, Maria quarta, de pé, meio levantadas as mãos, em piedosa demonstração, mas de olhar vago, fazendo companhia, neste lado da gravura, a um homem novo, pouco mais que adolescente, que de modo amaneirado a perna esquerda flecte, assim, pelo joelho, enquanto a mão direita, aberta, exibe, numa atitude afectada e teatral, o grupo de mulheres a quem coube representar, no chão, a acção dramática. Este personagem, tão novinho, com o seu cabelo aos cachos e o lábio trémulo, é João. Tal como José de Arimateia, também esconde com o corpo o pé desta outra árvore que, lá em cima, no lugar dos ninhos, levanta ao ar um segundo homem nu, atado e pregado como o primeiro, mas este é de cabelos lisos, deixa pender a cabeça para olhar, se ainda pode, o chão, e a sua cara, magra e esquálida, dá pena, ao contrário do ladrão do outro lado, que mesmo no transe final, de sofrimento agónico, ainda tem valor para mostrar-nos um rosto que facilmente imaginamos rubicundo, corria-lhe bem a vida quando roubava, não obstante a falta que fazem as cores aqui. Magro, de cabelos lisos, de cabeça caída para a terra que o há-de comer, duas vezes condenado, à morte e ao inferno, este mísero despojo só pode ser o Mau Ladrão, rectíssimo homem afinal, a quem sobrou consciência para não fingir acreditar, a coberto de leis divinas e humanas, que um minuto de arrependimento basta para resgatar uma vida inteira de maldade ou uma simples hora de fraqueza. Por cima dele, também chorando e clamando como o sol que em frente está, vemos a lua em figura de mulher, com uma incongruente argola a enfeitar-lhe a orelha, licença que nenhum artista ou poeta se terá permitido antes e é duvidoso que se tenha permitido depois, apesar do exemplo. Este sol e esta lua iluminam por igual a terra, mas a luz ambiente é circular, sem sombras, por isso pode ser tão nitidamente visto o que está no horizonte, ao fundo, torres e muralhas, uma ponte levadiça sobre um fosso onde brilha água, umas empenas góticas, e lá por trás, no testo duma última colina, as asas paradas de um moinho. Cá mais perto, pela ilusão da perspectiva, quatro cavaleiros de elmo, lança e armadura fazem voltear as montadas em alardes de alta escola, mas os seus gestos sugerem que chegaram ao fim da exibição, estão saudando, por assim dizer, um público invisível. A mesma impressão de final de festa é dada por aquele soldado de infantaria que já dá um passo para retirar-se, levando, suspenso da mão direita, o que, a esta distância, parece um pano, mas que também pode ser manto ou túnica, enquanto dois outros militares dão sinais de imtação e despeito, se é possível, de tão longe, decifrar nos minúsculos rostos um sentimento, como de quem jogou e perdeu. Por cima destas vulgaridades de milícia e de cidade muralhada pairam quatro anjos, sendo dois dos de corpo inteiro, que choram, e protestam, e se lastimam, não assim um deles, de perfil grave, absorto no trabalho de recolher numa taça, até à última gota, o jorro de sangue que sai do lado direito do Crucificado. Neste lugar, a que chamam Gólgota, muitos são os que tiveram o mesmo destino fatal e outros muitos o virão a ter, mas este homem, nu, cravado de pés e mãos numa cruz, filho de José e de Maria, Jesus de seu nome, é o único a quem o futuro concederá a honra da maiúscula inicial, os mais nunca passarão de crucificados menores. É ele, finalmente, este para quem apenas olham José de Arimateia e Maria Madalena, este que faz chorar o sol e a lua, este que ainda agora louvou o Bom Ladrão e desprezou o Mau, por não compreender que não há nenhuma diferença entre um e outro, ou, se diferença há, não é essa, pois o Bem e o Mal não existem em si mesmos, cada um deles é somente a ausência do outro. Tem por cima da cabeça, resplandecente de mil raios, mais do que, juntos, o sol e a lua, um cartaz escrito em romanas letras que o proclamam Rei dos Judeus, e, cingindo-a, uma dolorosa coroa de espinhos, como a levam, e não sabem, mesmo quando não sangram para fora do corpo, aqueles homens a quem não se permite que sejam reis em suas próprias pessoas. Não goza Jesus de um descanso para os pés, como o têm os ladrões, todo o peso do seu corpo estaria suspenso das mãos pregadas no madeiro se não fosse restar-lhe ainda alguma vida, a bastante para o manter erecto sobre os joelhos retesados, mas que cedo se lhe acabará, a vida, continuando o sangue a saltar-lhe da ferida do peito, como já foi dito. Entre as duas cunhas que firmam a cruz a prumo, como ela introduzidas numa escura fenda do chão, ferida da terra não mais incurável que qualquer sepultura de homem, está um crânio, e também uma tíbia e uma omoplata, mas o crânio é que nos importa, porque é isso o que Gólgota significa, crânio, não parece ser uma palavra o mesmo que a outra, mas alguma diferença lhes notaríamos se em vez de escrever crânio e Gólgota escrevêssemos gólgota e Crânio. Não se sabe quem aqui pôs estes restos e com que fim o teria feito, se é apenas um irónico e macabro aviso aos infelizes supliciados sobre o seu estado futuro, antes de se tornarem em terra, pó e coisa nenhuma. Mas também há quem afirme que este é o próprio crânio de Adão, subido do negrume profundo das camadas geológicas arcaicas, e agora, porque a elas não pode voltar, condenado eternamente a ter diante dos olhos a terra, seu único paraíso possível e para sempre perdido. Lá atrás, no mesmo campo onde os cavaleiros executam um último volteio, um homem afasta-se, virando ainda a cabeça para este lado. Leva na mão esquerda um balde e uma cana na mão direita. Na extremidade da cana deve haver uma esponja, é difícil ver daqui, e o balde, quase apostaríamos, contém água com vinagre. Este homem, um dia, e depois para sempre, será vítima de uma calúnia, a de, por malícia ou escárnio, ter dado vinagre a Jesus ao pedir ele água, quando o certo foi ter-lhe dado da mistura que traz, vinagre e água, refresco dos mais soberanos para matar a sede, como ao tempo se sabia e praticava. Vai-se embora, não fica até ao fim, fez o que podia para aliviar as securas mortais dos três condenados, e não fez diferença entre Jesus e os Ladrões, pela simples razão de que tudo isto são coisas da terra, que vão ficar na terra, e delas se faz a única história possível.

José Saramago (1922 - 2010)
In: O Evangelho segundo Jesus Cristo

(Clique AQUI para conferir a obra de arte descrita pelo autor, e AQUI para baixar o livro)

domingo, 8 de julho de 2018

Acesse conteúdos restritos a assinantes (sem burocracia)






Basta fazer a busca, no Google, da matéria que você deseja acessar e selecione a opção EM CACHE, conforme figura acima. Pronto. Se preferir, você pode salvar o arquivo em PDF instalando um  software como a impressora virtual CUTEPDF.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Ação antipirataria: acesso ao MINHATECA permanece bloqueado



O endereço web do site "Minhateca", que oferecia serviços de armazenamento e compartilhamento de arquivos on-line, foi congelado por decisão da Justiça de São Paulo em uma ação movida pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), representante do mercado editorial no Brasil. O Minhateca permitia que internautas enviassem conteúdo e depois compartilhassem arquivos por meio de links diretos ou pastas abertas on-line. 

A decisão da juíza Adriana Cardoso dos Reis data do dia 12 de maio. Por causa do congelamento do endereço, o site está inacessível pelo seu endereço desde o dia 16 de maio. No despacho, que foi obtido por este blog, a juíza justificou a medida informando que a ré do processo, a "Safenames Brazil", "sequer foi localizada". A ação foi movida no final de 2016. 

A Safenames é uma empresa especializada em registro de domínios e monitoramento de marcas na internet. Esse tipo de empresa costuma registrar vários sites para seus clientes, mas não é responsável pela operação das páginas. A Justiça até o momento não conseguiu localizar a companhia para que ela informasse o verdadeiro dono do site Minhateca, que teria contratado a Safenames para efetuar o registro do endereço. 

No Google Play, o aplicativo do Minhateca soma mais de 500 mil downloads. O responsável pelo app está identificado como "Abelhas.pt", um site semelhante ao Minhateca voltado ao mercado português que já não existe mais, e traz um endereço físico do Chipre. 

O site tem seu conteúdo hospedado na AbeloHost, uma empresa holandesa que oferece "privacidade total" e aceita pagamento com moedas virtuais. A pirataria não está entre os conteúdos proibidos pelos termos de uso da AbeloHost. 

O blog não conseguiu entrar em contato com o Minhateca. O único endereço de e-mail fornecido é do próprio Minhateca e, como o endereço foi congelado, ele não funciona mais. O blog também procurou a Safenames e os endereços de e-mail registrados para a Safenames Brazil, mas o contato não foi retornado. 

A empresa está registrada em nome de dois sócios e estaria sediada em Foz do Iguaçu (PR). Segundo Dalton Morato, advogado da ABDR, o oficial de Justiça que procurou o endereço encontrou uma residência habitada pela mesma família há 30 anos e não localizou a empresa. Também não foram encontradas contas bancárias em nome da companhia. 

A Safenames é a detentora de quase 200 endereços na internet brasileira.

Fonte: G1

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Clarice Lispector: obra completa em PDF


Superpack com toda a obra escrita e algumas coletâneas póstumas de Clarice Lispector.



Clique aqui para BAIXAR os 22 volumes da coleção.
Faça-o antes que deletem novamente!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O polêmico hebdomadário francês, grátis, em PDF

CHARLIE HEBDO N.1178 du 14 janvier 2015


Clique AQUI para baixar a edição esgotada.

Outras edições:

Charlie Hebdo No.1057 du 19 septembre 2012

Charlie Hebdo n. 1057 (19 set 2012): clique aqui.
Charlie Hebdo n. 1090 (7 mai 2013): clique aqui.
Charlie Hebdo n. 1091 (15 mai 2013): clique aqui.

sábado, 1 de março de 2014

"Encouraçado Espacial Yamato": a série clássica ressurge




Baixe os 26 episódios de "Yamato 2199", a nova versão da série animada japonesa "Space Battleship Yamato" (ou simplesmente "Patrulha Estelar", de Leiji Matsumoto), uma saga futurista inspirada nas batalhas navais da Segunda Guerra Mundial:


MEGA Drive (legendado)

Cortesia: Action & Comics

sábado, 1 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

'GEN': coleção rara, em PDF (repost)

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

domingo, 23 de junho de 2013

A saga do Demolidor que alavancou a carreira de Miller!




Atendendo a pedidos, a melhor fase do Homem sem Medo. Roteiro e desenhos de Frank Miller. Artefinal de Klaus Janson. Indispensável.

TPBs nacionais (formato americano):

Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4



Scans by Onomatopeia Digital

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Lobo Solitário e Filhote (completo)



Deu trabalho, mas valeu a pena baixar os 28 volumes do épico "Lobo Solitário e filhote", o cultuado gekigá (mangá para um público adulto) de Kazuo Koike e Goseki Kojima.

Seguem os linques para as aventuras do ronin Itto Ogami e Daigoro na versão em inglês disponível no FilePost:

Volumes 1 a 20
Volume 21
Volume 22
Volume 23
Volume 24
Volume 25
Volume 26
Volume 27
Volume 28 (batalha final)


Neste LINK, postado por Eudes, você baixa a série em português (scanners em andamento):

http://aspasnoir.blogspot.com.br/search/label/Mang%C3%A1


quarta-feira, 10 de abril de 2013

BAIXE 'GEN' ORIGINAL - Completo, em 14 volumes


Abaixo, linques para o download das cerca de 2.500 páginas da edição original de Gen: Pés descalços, a história de um sobrevivente do ataque nuclear que destruiu Hiroshima em 1945.

Gen volumes 11 a 14 (final)
 

Utilize o CDISPLAY para a leitura, lembrando-se de que, em japonês, a sequência dos quadrinhos é da direita para a esquerda.

Especialmente desenvolvido para leitura de quadrinhos virtuais, o CDisplay é ideal para quem gostaria de tornar a experiência mais parecida com o manuseio dos gibis de papel. Após a instalação (que dura menos de 1 minuto), abrir-se-á uma tela monocromática (completamente preta, ou branca).

Com o botão direito do mouse, selecione a opção “Load Files” para escolher o arquivo.

É possível configurar vários modos de visualização: páginas duplas, ampliadas, rolagem automática etc.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma odisseia quadrinizada



"2001", que acaba de completar 45 anos, já recebeu uma adaptação em quadrinhos, assinada por ninguém menos que o mestre Jack Kirby. Clique AQUI para baixar a versão italiana.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Legislação eleitoral em mp3 (download grátis)

O material organizado e disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser bastante útil, especialmente para os candidatos que farão a prova do TRE no dia 14.

Clique nos linques abaixo para acessar os arquivos:

Código Eleitoral (mp3)
Lei de Inelegibilidade (mp3)
Lei das Eleições (mp3)
Código Eleitoral Anotado e legislação complementar (pdf)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rolling Stone de outubro



Bastidores da produção do histórico álbum "Dark side of the Moon":


terça-feira, 28 de junho de 2011

Não dá pra não baixar



Clique AQUI para baixar o jornal "Folha de S.Paulo" em PDF. Para dificultar a exclusão, os arquivos estão disponíveis em sete provedores diferentes. Coisa de profissional...

Enjoy!

sábado, 2 de abril de 2011

"O Globo" grátis, diariamente



O Globo, edição integral


Clique em "details" no rodapé (à direita da página) para baixar o diário em PDF. Não é necessário fazer cadastro.

domingo, 26 de setembro de 2010

Estadão em PDF, na íntegra


Baixe o Estadão diariamente aqui: http://avaxhome.ws/blogs/aldeia.
(Clique em "details" à direita do post para acessar o arquivo.)