
Londres, 1940. Livros resistem aos ataques de Hitler. A foto ilustra capa de “A paixão pelos livros”, publicado pela editora Casa das Palavras.
(Harrison, Getty Images)
“A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça. É através da publicidade que os povos respiram.”

Seu orgulho [de McCain] é ter sido prisioneiro na Guerra do Vietnã e, segundo afirma, torturado pelos comunistas. Só não diz que era ele que estava massacrando, bombardeando os miseráveis vietcongues que lutavam na lama. Ele era o criminoso abatido - não a vítima.
Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E, embora vivam convosco, a vós não pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Pois eles têm seus próprios pensamentos.Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável.

O Alquimista pegou num livro que alguém na caravana tinha trazido. O volume estava sem capa, mas conseguiu identificar o seu autor: Oscar Wilde . Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.
O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, nasceu uma flor, a que chamaram narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história.
Ele dizia que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades - deusas do bosque - e viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de águas salgadas.
- Por que choras? - perguntaram as Oréiades .
- Choro por Narciso - disse o lago.
- Ah, não nos espanta que chores por Narciso - continuaram elas. - Afinal de contas, apesar de todas nós corrermos atrás dele pelo bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto a sua beleza.
- Mas Narciso era belo? - perguntou o lago.
- Quem mais do que tu poderia saber disso? - responderam, surpresas, as Oréiades . - Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava todos os dias.
O lago ficou algum tempo quieto. Por fim, disse:
- Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era belo.
"Choro por Narciso porque, todas as vezes que ele se debruçava sobre as minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria beleza refletida."
– Sou o Cidadão Elijah Baley, da Terra, e desejo falar com o Mestre Roboticista Kelden Amadiro.
– Marcou hora, Cidadão?
– Não, senhor.
– É preciso marcar, se deseja vê-lo... e não há hora disponível nesta semana nem na próxima.
– Sou o detetive Elijah Baley, da Terra...
– Entendi bem quem é. E isso não altera os fatos.
– A pedido do Dr. Han Fastolfe e com autorização da Legislatura do Mundo de Aurora, estou investigando o assassinato do robô Jander Panell... – começou Baley, quando foi interrompido.
– O assassinato do robô Jander Panell? – perguntou Cicis, com um desprezo que a polidez não mascarava.
– Roboticídio, então, se prefere assim. Na Terra, a destruição de um robô pode não importar muito, mas em Aurora, onde os robôs são tratados mais ou menos como seres humanos, pareceu-me poder usar a palavra "assassinato".
– Contudo, seja assassinato, roboticídio ou nada disso, continua sendo impossível ver o Mestre Roboticista Amadiro.
– Posso mandar-lhe um recado?
– Pode.
– Será entregue a ele imediatamente? Já?
– Posso tentar, mas evidentemente não posso garantir.
– Assim está bem. Vou me referir a várias coisas e numerá-las. Talvez o senhor quisesse anotá-las.
Cicis esboçou um sorriso.
– Acho que sou capaz de lembrar.
– Primeiro, onde há um assassinato, há um assassino, e eu gostaria de dar ao Dr. Amadiro uma possibilidade de se defender...
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. (...) Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França (...).
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia.
Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja só nossa!
O quão infinitamente boa é a Providência ao haver estabelecido, em seu governo da humanidade, limites tão estreitos para nossa visão e conhecimento das coisas. Embora o homem circule em meio a tantos milhares de perigos, se todos lhe fossem revelados certamente lhe pertubariam a mente e enfraqueceriam a coragem. Assim, por não prevermos os acontecimentos e ignorarmos os riscos que nos cercam, permanecemos calmos e serenos.
As aventuras de Robinson Crusoé (Daniel Defoe)
Se, como diz o projeto de lei, é crime 'obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores', (...) o simples ato de acessar um site já seria um crime.
De 1953 a 1995, o Brasil, como resultado da campanha do “Petróleo é Nosso”, teve o monopólio estatal da exploração e produção do petróleo - também do refino, fornecimento de derivados às distribuidoras, importação e exportação. Foi esse monopólio exercido pela Petrobrás que nos permitiu descobrir petróleo e formar um corpo técnico capaz de desenvolver a tecnologia para explorar essa riqueza, primeiro em terra, depois em águas rasas e em seguida em águas profundas.
O país fez bem em não dar ouvidos aos representantes das multinacionais que repetiam à exaustão: “o Brasil não tem petróleo”.
Tanto empenho da parte de corporações pouco dadas à filantropia em nos poupar de um esforço inútil dava para desconfiar.
(...) Em 1995, no auge da nefasta onda neoliberal, o governo FH conseguiu quebrar o monopólio estatal e impor, em 1997, a lei 9.478.(...) A Petrobrás foi transformada numa qualquer, que deveria disputar com as multinacionais, em leilões organizados pela Agência, o direito de pesquisar e explorar as áreas oferecidas.Mais. Foi canibalizada, enfraquecida e desfigurada, como preparação para sua privatização.
Mas a Petrobrás resistiu a tudo. E foi arrematando a quase totalidade das áreas apresentadas nos leilões. Em diversos casos, menos pelo interesse imediato despertado por elas e mais pelo objetivo deliberado de evitar que nossas reservas passassem às mãos dos capitais externos.
Graças a esse esforço e ao apetite ainda mediano das multinacionais em relação ao nosso petróleo, a Petrobrás levou o Brasil a manter seu controle sobre as reservas, a conquistar a auto-suficiência e a iniciar, em 2005, a perfuração do pré-sal.
(...) Diante disso, o que se espera de um governo comprometido com o Brasil é que restabeleça o monopólio estatal da exploração e produção de petróleo, pelo menos do pré-sal, devolvendo-o à Petrobrás e retirando da ANP o direito de transferi-lo a terceiros.
(...) O fato é que a Petrobrás tem todas as condições de dar conta da exploração do pré-sal em perfeita sintonia com os interesses nacionais, como já demonstrou ao longo de sua história.Já as multinacionais não têm a mínima condição de fazer o mesmo. Se o pré-sal lhes for franqueado, seja através do absurdo regime de concessões, ou dos contratos de serviço, vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para expulsar a Petrobrás de lá, porque é da natureza desses tipos de monopólios privados agir assim - como aliás já mostraram ao manipular a ANP à luz do dia.

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