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Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e (...) nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiu-se que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.
Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.
(...) Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados - que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.
(...) Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar "dona" da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais - levantados de acordo com as conveniências do momento - e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.

Em defesa dos responsáveis por pequenos e grandes assassinatos do idioma, costuma erguer-se um argumento tão farisaico quanto a “legítima defesa da honra” invocada no julgamento de crimes passionais: ele não sabe escrever, mas apura bem”, repetem os devotos do compadrio nas redações. Não seria má idéia transferir para as delegacias de polícia jornalistas que apenas investigam. O Brasil pode estar perdendo bons detetives.

(...) No 68° andar, os telefones começaram a tocar apenas alguns minutos depois que o avião sacudiu o prédio. Os repórteres ligavam. Greg Trevor, um porta-voz autorizado, pago para responder a essas chamadas, ainda tremia com o impacto. Quase fora derrubado no chão e estava tão perplexo quanto qualquer um que ligasse para saber o que havia acontecido. Tudo o que sabia é que alguma coisa, uma explosão, uma bomba, fizera o edifício balançar para um lado e para o outro como uma antena de carro. Fogo, vidro e papel caíam pelas janelas, e todo mundo tinha de sair. Os funcionários pegavam os arquivos e jogavam em sacolas. Atenderam a alguns chamados, agarraram notebooks e, então, transferiram seus telefones para a central de comando da polícia da Administração do Porto, em Jersey City. (...) Havia mais dois repórteres esperando na linha.
― Aqui é Greg Trevor.
― Olá, estou com a NBC, a rede nacional. Se puder esperar na linha durante cinco minutos, vou pôr você numa entrevista telefônica ao vivo.
― Sinto muito, não posso, estamos evacuando o edifício.
― Mas vai levar só um minuto.
― Sinto muito, você não entende. Estamos deixando o edifício imediatamente.
A pessoa do outro lado parecia perplexa.
― Mas... mas... é a NBC, a rede nacional de notícias.
Aparentemente, pensou Greg, seria razoável se salvar de um edifício em chamas se fosse apenas uma rede local. Mas essa era “A Rede”.
Considero a arte culinária a mais nobre de todas as artes. Aquela que está ligada à vida e à saúde humanas, e da qual todos nós dependemos, desde que nascemos até a nossa morte. O primeiro chá da criança e o último leite do morimbundo passaram sempre pela cozinha.
Li que a espécie humana é um sucesso sem precedentes. Nenhuma outra com uma proporção parecida de peso e volume se iguala à nossa em termos de sobrevivência e proliferação. E tudo se deve à agricultura.
Como controlamos a produção do nosso próprio alimento, somos a primeira espécie na história do planeta a poder viver fora de seu ecossistema de nascença. Isso nos deu mobilidade e a sociabilidade que nos salvaram do processo de seleção, que limitou outros bichos de tamanho equivalente. É por isso que não temos mudado muito, mas não nos extinguimos.


A Folha de S.Paulo publicou hoje um editorial tentando justificar as mentiras repetidas pelo jornal.
Calúnias que atingem diretamente a Rede Record e a honra de seus artistas, jornalistas e demais funcionários.
Mais uma vez, o jornal se faz de vítima.
O texto frágil e tortuoso chama de “ataque” o direito de resposta da Record. Direito, aliás, que nem sempre foi respeitado pelo jornal após a publicação de cada notícia mentirosa nos últimos seis meses.
As falsidades chegaram ao limite com a repercussão de uma inexistente doença do proprietário da Rede Record, Edir Macedo, e a distorção dos números de audiência da Record News, desmentidos pelo próprio Ibope.
A assessoria de comunicação da Record pediu retratação sucessivas vezes e o resultado foi sempre o mesmo: omissão.
Espaço do leitor, “Erramos”, ombudsman e a própria coluna de TV.
Todos se calaram.
Onde ficou o “outro lado”?
Nesta sexta, a Folha de S.Paulo se superou.
A família Frias, dona do Grupo Folha, usou seu espaço mais importante para sustentar a série de mentiras.
Página de opinião de que os Frias sempre se orgulharam em utilizar em nome do bom jornalismo.
E a Record não foi a única vítima.
Os brasileiros que sofreram durante a ditadura foram agredidos pela família Frias neste mesmo espaço.
Há 31 dias, a Folha de S.Paulo chamou de “ditabranda” os anos de chumbo no Brasil.
Estaria a Folha de S.Paulo revivendo sua atuação suspeita nos tempos do regime militar?
Por isso, não é de surpreender o tom raivoso do editoral desta sexta, que chega ao absurdo de ameaçar a Record.
É verdade que o texto quase admitiu o jornalismo tendencioso contra a Record.
O editorial diz: “(…) A coluna pode cometer eventuais falhas”.
Mas foi só.
Em seguida afirma que as calúnias foram “retificadas de modo transparente”.
Mentira.
Em outro trecho, o jornal reconhece estar no meio de um “duelo feroz” entre a Globo e a Record.
Só não revela que é sócia das Organizações Globo em uma de suas publicações.
Por que a Folha de S.Paulo esconde isso de seus leitores?
Isso é “independência jornalística”, como cita o editorial?
Isso é “agir com máxima isenção”?
Isso é “prática de jornalismo verdadeiro”?
É possível acreditar que uma empresa será imparcial numa disputa que envolve o seu próprio sócio?
A brutal queda de leitores, que aumenta a cada ano de maneira impressionante, é uma resposta do Brasil à Folha de S.Paulo.