"Peanuts"By Charles M. Schulz


Nina consegue executar, sem qualquer erro, o Cisne Branco porque, para ela, representar o momento da fragilidade e da submissão ao forte é algo que já a constitui como ser humano. Já o Cisne Negro vem-lhe como um desafio, pois lhe é exigida uma performance que ainda não está em conformidade com o seu ser, a performance do ímpeto, da independência, da força.




Os funcionários ficaram muito comovidos com a carta e fizeram uma vaquinha. Todo mundo deu dinheiro, foram atrás e conseguiram juntar 1.500 reais.
"Papai Noel eu quero 3 mil reais para compra comida para casa e compra material escolar para o ano todo."
"Querido Papai-Noel, muito obrigado pelo dinheiro. Deu pra comprar tudo que eu precisava e até para presentear minha irmãzinha com o vestido novo que ela tanto queria. Mas na proxima vez eu gostaria que o sr. trouxesse pessoalmente. Não manda pelos Correios pq aqueles FDP ficaram com a metade!"
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que exige o diploma específico para quem for disputar vagas para o cargo de jornalista no poder público estadual. A lei contraria o que determinou o STF (Supremo Tribunal Federal), que desconsiderou a necessidade do diploma para a profissão. O líder do governo na Assembleia, deputado Fernando Mineiro (PT), que apresentou o projeto, disse que o objetivo era "a contratação de profissionais que possam oferecer, à administração pública, qualificação e preparo". O projeto segue agora para a sanção do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB).
Agora as suspeitas ou certezas de que há conspirações da imprensa em andamento voltam a circular. Creio que, quando se sente em si a encarnação do próprio povo, como parece estar acontecendo com o presidente Lula, deve ser difícil suportar notícias e opiniões discordantes ou mesmo apenas desagradáveis. Para ele, é bem possível que a imprensa seja até ingrata, porque, se ainda está aí, é porque ele quer, como, aliás, tudo está aí porque ele quer. A democracia e a liberdade são fruto de sua tolerância, pois, afinal, está claro que ele vê sua legitimidade como emanada diretamente do povo, sem a intermediação de quaisquer outros mecanismos ou a necessidade de instituições. E, nas horas de maior arroubo, talvez a virtude que ele acredite mais praticar seja a da paciência. Ele sabe o que o povo quer, o povo quer o que ele quer, que mais interessa? De fato, deve ser enervante ficar suportando essas contrariedades, quando se podia resolver tudo sem complicações supérfluas e inúteis. Haja paciência mesmo, devemos ser gratos por tanta paciência.

Conhecia um [garoto], de cerca de oito anos de idade, cujos triunfos em acertar no jogo do "par e ímpar" atraíam a admiração geral . Este jogo é simples e joga-se com bolinhas. Um jogador tem na mão certo número dessas bolinhas e pergunta a outro se o número é par ou ímpar. Se a adivinhação dá certo, o adivinhador ganha uma bola; se está errada, perde uma. O menino a quem me referi ganhava todas as bolas da escola. Tinha ele, sem dúvida algum meio de adivinhação e este consistia na simples observação e comparação da astúcia de seus adversários.
[...] Quando perguntei ao menino por que era efetuada aquela perfeita identificação na qual consistia seu êxito, recebi a resposta que se segue:
“Quando eu quero descobrir quando alguém é sensato, ou estúpido, ou bom, ou perverso, ou quais são seus pensamentos no momento, componho a expressão de meu rosto, tão cuidadosamente quanto possível, de acordo com a expressão dele, e então espero ver que pensamentos ou sentimentos são despertados na minha mente ou no meu coração, como para se equiparar ou corresponder à minha fisionomia".
Edgar Allan Poe
In: A carta furtada

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou-se e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que o seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela tinha parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia ir mais. Então, o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou numa tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas o seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a seu tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando, com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem na sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, era o modo que a natureza tinha de fazer com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de maneira a que ela estivesse pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida. Se passassemos esta nossa vida sem quaisquer obstáculos, nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.