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Outras edições:
Charlie Hebdo n. 1057 (19 set 2012): clique aqui.
Charlie Hebdo n. 1090 (7 mai 2013): clique aqui.
Charlie Hebdo n. 1091 (15 mai 2013): clique aqui.
- Nossos registros mostram que o senhor ganha mais de R$ 300.000,00 por ano e, assim mesmo, o senhor nunca fez uma pequena doação para nossa caridade.O advogado respondeu :
- O senhor gostaria de contribuir agora ?
- A sua pesquisa apurou que minha mãe está muito doente e que as contas médicas são muito superiores a renda anual dela ?O diretor nem se atreveu a abrir a boca.
- Ah, não ! - murmurou o diretor.
- Ou que meu irmão é cego e desempregado ? - continuou o advogado.
- E ainda, que o marido da minha irmã morreu num acidente e deixou ela sem um tostão e com cinco filhos menores para criar ? - resmungou o advogado com ar de indignação.O diretor, sentindo-se humilhado, retrucou :
- Desculpe, eu não tinha a menor ideia de tudo isso...E assim, o advogado fechou a conversa.
- Então, se eu não dou um tostão para eles, por que iria dar para vocês ?
Meninos,
(sim, meninos, porque quando uma seleção é eliminada na Copa do Mundo, não há mais homens no gramado. Há meninos. Com olhos vazios, sem rumo e sem qualquer indício de vergonha ou de pudor.)
Escrevo só para agradecer.
Agradecer porque vocês nos fizeram sentir o que há muito tempo não sentíamos.
O nervosismo. A voz embargada. Tensão. Alegria. Nó na garganta. Dor de garganta. Explosão. Tristeza. Desilusão. Um turbilhão de sentimentos condensados em 4 semanas.
Agradeço porque vocês conseguiram mexer com muitas emoções que andavam paradas. Bandeiras na janela por amor a um país (e não apenas a uma seleção), acima de qualquer outra questão.
Porque vocês fizeram mais do que colocar corações para bater mais forte. Vocês colocaram corações absolutamente brasileiros para bater.
Agradeço porque a cada jogo que passava, me sentia mais parecida com os desconhecidos na rua. Mais próxima do meu país, da minha gente.
Agradeço porque o desfecho traumático não anula a alegria vivida.
E por saber que vocês vão ter que encarar aqueles brasileiros de momento, que até ontem tinham orgulho e hoje já acham que “isso é Brasil”.
Mas não se preocupem, para nós também é difícil suportá-los. Tamo junto.
E o fato é que a tristeza é geral: do campo, do banco de reservas, da arquibancada, do sofá da sala, do banco do bar, da sarjeta.
Mas, por favor, entendam, nós não estamos tristes com vocês, estamos tristes JUNTO com vocês.
E tanto é assim que posso garantir que milhares de brasileiros queriam poder dar em vocês hoje o abraço que o David Luiz deu no James depois da eliminação da Colômbia.
Obrigada, meninos.
Obrigada por me lembrarem que eu nunca quis ser europeia. Alemã, holandesa, francesa, belga… Nem que me dessem um belo par de olhos claros.
Que o que eu quero sempre é minha camisa amarela, minhas emoções escancaradas, quero o choro embriagado de hoje, esquizofrenicamente orgulhoso de ser quem somos até quando estamos apanhando como apanhamos.
Abracem seus pais. Seus filhos. Suas mulheres. Seus amigos.
Façam isso por nós, que queríamos abraçá-los talvez até mais do que iríamos querer se ganhássemos a Copa.
E continuem sendo assim, brasileiros, acima de tudo.
No cabelo enrolado, nas danças no vestiário, nos abraços verdadeiros, nos choros sofridos, na oração sincera e na certeza de que, bem ou mal, a gente segue em frente.
7 a 1? Dane-se.
Vocês me representam. E não é pela bola que jogam, é pelos caras que são.
Estamos em 2014, e todos deveríamos estar indo à terapia. Ao menos é o que dizia Isaac Asimov (foto), um dos mais conhecidos autores de ficção científica do século 20, que em 1964 publicou um ensaio em que previa como seria a realidade de hoje.

Nossa legislação é suficientemente confusa e nossa capacidade hermenêutica é dilatada o bastante para justificar, em termos técnicos, tanto o acolhimento como a rejeição do recurso.
Nós, cidadãos patenses, reivindicamos o fim do tipo de “espetáculo” intitulado RODEIO, não sendo mais permitidas, nos limites do município de Patos de Minas, as montarias em bovinos e equinos com a finalidade de se permanecer por tempo determinado sobre o animal, as vaquejadas, as provas de laço usando-se animais, especialmente bezerros, e as provas de derrubada de animais; bem como o rodeio-mirim, em que crianças e adolescentes utilizam pôneis, bezerros, carneiros ou ovelhas em simulação de montaria ou em práticas sugestivas de laçamento, doma ou subjugação.
A proibição de tais práticas visa evitar não só a morte ou a lesão de animais em arena, mas, também, que um ser humano venha a sofrer quaisquer ferimentos resultantes de quedas, pisaduras e contra-ataques. Procura-se dar uma nova alma à FENAMILHO, que será uma festa pautada em shows e atrações verdadeiramente esportivas e culturais, fazendo com que Patos de Minas se destaque no cenário nacional como uma cidade mais humana e em cuja festa de maior expressão são observados valores éticos como o respeito ao direito dos animais.