segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Stan "Excelsior!" Lee (1922-2018)


Arte: Olivier Coipel

Projeto Sirius: ‘Maracanã da pesquisa’


Máquina construída em Campinas será uma das fontes de luz síncrotron mais poderosas do mundo   

 Sirius
                 
O Sirius é um acelerador de elétrons, usado para produzir luz síncrotron. Funciona como um grande microscópio, que permite estudar praticamente qualquer material. 



CAMPINAS -  Por fora, parece um disco voador, do tamanho do estádio do Maracanã. Por dentro, a sensação é de estar caminhando em outro mundo, na fronteira da tecnologia, cercado de inovação por todos os lados. E o mais incrível: quase tudo feito por aqui mesmo, projetado por cientistas brasileiros, desenvolvido por empresas nacionais e construído – a muito custo – no período de maior aperto financeiro da ciência nacional.

Assim é o Sirius, a nova fonte de luz síncrotron do Brasil, que está próxima de entrar em operação no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Orçado em R$ 1,8 bilhão, é o projeto mais grandioso e tecnologicamente complexo da ciência brasileira.
O prédio, de 15 metros de altura e 68 mil metros quadrados, será inaugurado oficialmente nesta quarta-feira pelo presidente Michel Temer e o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab.

A máquina propriamente dita – um acelerador de elétrons com mais de 500 metros de circunferência, que produz a luz síncrotron – está em fase final de montagem, e deve entrar em operação no segundo semestre de 2019. Com ela, cientistas poderão fazer imagens 3D de altíssima resolução e investigar a fundo a estrutura molecular de qualquer tipo de material.

Se o dinheiro não minguar e as milhares de peças que compõem o acelerador funcionarem com a precisão nanométrica necessária, o Sirius será uma das fontes de luz síncrotron mais poderosas do mundo, num país onde os investimentos em ciência só caíram nos últimos anos.

“Resiliência é o nome do jogo”, diz o físico Antônio José Roque da Silva, que pilota o projeto desde 2009, inicialmente como diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e agora, como diretor-geral do CNPEM.

Não foram poucos os momentos em que o projeto esteve ameaçado pela falta de recursos. A construção começou em 2015, em meio à explosão da crise econômica nacional.

A salvação, segundo Silva, foi a inclusão do Sirius no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a partir de 2016, o que deu ao projeto um status diferenciado dentro da estrutura política e administrativa do governo federal. “Foi o que nos permitiu sobreviver, mesmo com todas as dificuldades.”

Made in Brazil.  A concepção do projeto começou em 2009, quando ficou claro que a atual fonte de luz síncrotron do LNLS – chamada UVX, de 1997 – estava tecnologicamente defasada, apesar de funcionar muito bem e até hoje atender mais de 1 mil pesquisadores por ano.

Inicialmente, seria uma máquina de terceira geração, como tantas outras que estavam sendo construídas no mundo. Em 2012, porém, um comitê recomendou que fosse feito um “upgrade”, para uma máquina de quarta geração – coisa que ainda não existia no mundo. E o desafio foi aceito.

“Em vez de começar atrás, era a oportunidade de sair na frente”, lembra Silva. Muitos disseram que era impossível, mas o projeto foi em frente. “Reprojetamos tudo, e o Sirius ganhou destaque mundial. Todo mundo começou a desenhar novas máquinas com base na nossa tecnologia.”

Cerca de 85% do projeto está sendo contratado dentro do Brasil, incluindo o desenvolvimento e a fabricação das peças mais sofisticada do acelerador e das estações experimentais, chamadas de “linhas de luz”.

O primeiro feixe de elétrons foi gerado em maio, no aparelho conhecido como Linac, que agora está sendo conectado ao primeiro anel de aceleração, conhecido como Booster.

O anel principal, de onde são extraídos os feixes de luz síncrotron, está em fase inicial de montagem, com conclusão prevista para abril ou maio. Terá início, então, uma longa fase de testes, até que o Sirius possa ser aberto para uso da comunidade científica. Nessa primeira fase, estão previstas seis linhas de luz, com mais sete planejadas para 2021. Mas o prédio foi construído para abrigar até 40.

“É uma máquina que será competitiva por muitos anos”, diz o diretor científico do LNLS, Harry Westfahl Junior.


 


Luz vai permitir investigar estrutura interna de materiais

A complexidade tecnológica de uma fonte de luz síncrotron como o Sirius é imensa. De uma forma geral, porém, essas máquinas podem ser pensadas como grandes microscópios, ou tomógrafos, que os cientistas utilizam para fazer imagens, enxergar a estrutura molecular e estudar as propriedades de materiais.

Pode ser uma proteína, uma célula, um osso, um grão de areia, uma planta, uma rocha, um plástico, uma liga metálica ou um fóssil. Qualquer coisa.

Além da pesquisa acadêmica, a técnica é muito usada pelas indústrias químicas, de petróleo, fármacos e cosméticos.

A física Nathaly Archilha, pesquisadora do CNPEM, por exemplo, utiliza a luz síncrotron para estudar as propriedades de rochas que formam reservatórios de petróleo e gás natural. “Entender essa estrutura é fundamental para otimizar os processos de extração do óleo”, explica.

Com a luz síncrotron do UVX, já é possível enxergar a malha porosa interna das rochas, onde fica estocado o óleo – com o diâmetro de alguns fios de cabelo. Já com o Sirius, será possível fazer uma tomografia 4D dessas amostras, visualizando em tempo real, e condições reais de temperatura e pressão, como o óleo flui por dentro desses poros.

Além disso, o tamanho das amostras poderá ser muito maior, e o tempo de imageamento será muito menor. Uma imagem que leva horas para ser feita no UVX poderá ser feita em segundos no Sirius.


Herton Escobar, O Estado de S.Paulo

domingo, 11 de novembro de 2018

Patrimônio nacional






As modelos brasileiras Lais Ribeiro (acima) e Adriana Lima (abaixo, despedindo-se como "Angel") em desfile na Victoria's Secret Fashion Show em Nova York.




Fotos: Timothy A. Clary / AFP

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Crônica


“Na cabeça de alguém sóbrio até poderia passar ileso, mas um ébrio jamais deixaria de achar um grande mistério”



Teste de gravidez
 RUTH MANUS*


Chegou em casa meio embriagada. Nada preocupante, apenas trilili. Colocou o pijama, chutou os sapatos do meio do caminho. Lembrou-se de tirar a maquiagem – coisa que jamais aconteceria aos 18, mas que aos quase 30 começa a tornar-se imperiosa. Ao jogar o algodão no lixo, viu o elemento. Coisa estranha, uma caixa de remédios amassada, torcida, como se quisesse esconder sua própria face. Algo que, na cabeça de alguém sóbrio até poderia passar ileso, mas que um ébrio jamais deixaria de achar um grande mistério.

Não teve dúvidas. Enfiou o braço no lixo e pegou a caixa. Desamassou-a, com algum esforço. Seus olhos se arregalaram, sua boca se abriu e sua garganta puxou o ar, emitindo aquele ruído de profunda surpresa. Era um teste de gravidez. Ficou confusa. Quem? Quando? Como assim? Levou a mão ao queixo, como uma aprendiz de Sherlock Holmes. Quais as mulheres que haviam passado por aquele banheiro? Sua mãe, de 68 anos. A empregada, de 74. Sua sobrinha de 2 anos. Sua outra sobrinha de 13 – NEM BRINCA. E, sim, sua irmã, de 34, mãe da pequena de 2. Faz sentido. Meio bêbada, porém ainda sagaz.

Pegou o celular, tirou uma foto da caixa e mandou para a irmã, com a carinhosa legenda “mano, que merda é essa?”. Eram 2 da manhã. Foi para a cama confusa. Será? Outro sobrinho, já? Que delícia. Só faço a parte do entretenimento mesmo. Adormeceu, mas algumas horas depois acordou pensando: se a caixa estava lá, o teste também deve estar. Levantou-se apressada, sentou-se no chão do banheiro e começou a cavocar o lixo. Não sabemos ao certo se a culpa era do álcool ou do amor de irmã. Até que encontrou e lá estavam elas, evidentes: duas tirinhas cor de rosa. Positivo. Tentou ligar para a irmã, que nem acordou com o toque do celular. 5 da manhã e ela já não conseguia dormir.

Eram mais de 10 quando a irmã ligou e disse que não se conformava que ela tivesse vasculhado o lixo. “Parece que não me conhece, sou assim desde sempre”. A irmã disse que, mesmo com o resultado positivo, não estava assim tão certa. Queria fazer mais um teste “o digital, sabe? Que mostra de quantas semanas você está grávida.”. Ela não sabia, mas disse que compraria na farmácia antes de irem para o jantar de aniversário do pai delas.

Chegaram ao restaurante alemão. Na mesa: os pais, a avó, tios, um primo, a pequena de 2 anos e os seus dois maridos. Faltou o irmão. Paciência. Dez minutos depois da chegada, ela piscava para a irmã e apontava para o banheiro. Sussurrava “vamos, vamos logo, comprei essa porcaria e você ainda fica me enrolando?”. Foram. Ela pediu um copo de plástico para o garçom, que prontamente a atendeu, perguntando: deseja gelo? Não, não precisa. Apesar de não beber whisky, detestou imaginar um copo de xixi com pedras de gelo boiando. A irmã fez o teste. Aqueles segundo de espera até sair o resultado são mesmo tão angustiantes quanto os minutos de espera por uma porção de fritas que demora. Mas pronto: confirmado. Mais um bebê. Abraço longo.

“Olha, vou enrolar o resultado em papel e dar de aniversário pro pai”. Jura? “Ah, já que vou contar que estou grávida, pelo menos aproveito o mistério”. Voltaram para a mesa. A irmã teve a sensatez de avisar seu marido antes. Depois, entregou o rolo de papel ao pai, que abriu e, para surpresa de ambas, deu um sorriso amarelo e disse: ah, legal, obrigada. Estranharam. A mãe perguntou o que era e ele respondeu: um termômetro. Caíram na gargalhada. “Não é um termômetro. Tô grávida de novo.” E aí a família toda gritou e chorou, foi aquela cafonice afetuosa.

Nove meses se passaram. Aquela bebê já avisou que seu negócio é chegar chegando. Vem Pipa, tá na hora. A tia está te esperando com mais alegria e ansiedade do que quando espera batata frita. Vem, querida, estamos doidos para te conhecer.


 (*) Escreve aos domingos, em "O Estado de S. Paulo"

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Especialistas veem Moro sob suspeição para julgar Lula


Juiz Sérgio Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça no Governo Bolsonaro
Heuler Andrey / AFP




O simples encontro do juiz federal Sergio Moro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), já o coloca sob suspeição para continuar julgando processos do ex-presidente Lula, segundo advogados ouvidos pela reportagem. Uma reunião de Bolsonaro com Moro ocorreu nesta quinta-feira (1º) para discutirem a ida do juiz para o Ministério da Justiça. Pouco após o encontro, o magistrado anunciou ter aceitado a missão.

Moro marcou uma audiência para interrogar Lula no dia 14 de novembro no caso do sítio de Atibaia, no qual o presidente é acusado de ter recebido propina da Odebrecht, da OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai em forma de obras no imóvel. O juiz também deve julgar no próximo mês a ação penal na qual o ex-presidente é apontado como beneficiário de suborno da Odebrecht na compra de um imóvel em São Paulo que seria destinado ao Instituto Lula.

Suspeição ocorre num processo quando um juiz deixa de ser imparcial, ou seja, quando adota uma postura que compromete a sua isenção para ponderar uma decisão.

O advogado Andrei Zanker Schmitt, professor de processo penal da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Porto Alegre, diz que Moro precisa se afastar já dos casos envolvendo Lula.

"A atuação de um juiz não pode ser pautada por interesses pessoais. Um juiz que confessa possuir aspiração política colidente com casos a ele submetidos não pode julgá-los, sob pena de colocar em dúvida a imparcialidade de sua atuação", afirma. "Suspeição significa suspeita. O cheiro de parcialidade já é motivo para o afastamento de um juiz".

Juliano Breda, advogado que atua na Lava Jato e preside a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Paraná, diz que a posição de Moro de que pensaria no convite de Bolsonaro já denota suspeição. "A declaração evidencia uma aproximação político-partidária incompatível para a isenção que se espera de um magistrado que, neste caso, julgaria o ex-adversário político do presidente eleito", afirma.

Segundo Breda, pela lei brasileira é "praticamente impossível" comprovar a quebra de isenção do juiz. O Código de Processo Penal prevê que o juiz se declare suspeito "se for amigo íntimo ou inimigo capital", se for "cônjuge, ascendente ou descendente", "se for credor ou devedor" ou sócio de algum réu do processo.

Mas ele não vê essa dificuldade no caso da decisão de Moro de se encontrar com Bolsonaro: "Parece ser claro que houve perda total de imparcialidade com a cogitação pública de exercer um dos principais cargo de confiança de quem chegou a pregar a eliminação dos 'petralhas'".

O criminalista Alberto Toron diz que o encontro com Bolsonaro implica perda da imparcialidade por conta da oposição e confrontos entre Bolsonaro e Lula – o presidente eleito disse que Lula deveria apodrecer na prisão. "Se ele é partidário do Bolsonaro, há uma antinomia em relação a Lula", afirma.

O encontro com Bolsonaro, segundo Toron, precisa ser somado a um histórico de fatos polêmicos do juiz em relação ao ex-presidente, entre os quais ele inclui a divulgação de conversas telefônicas de Lula quando a então presidente, Dilma Rousseff, cogitava nomeá-lo ministro, em 2016, e da delação de Antonio Palocci àss vésperas do primeiro turno das eleições.

Há visões discordantes sobre a eventual perda da imparcialidade do juiz. O advogado Thiago Bottino, coordenador do curso de direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, diz não ver problemas no convite. "De todas as situações em que o juiz se manifestou politicamente, falando fora dos autos, comentando casos, dizer que vai pensar no convite é o menos problemático do ponto de vista da imparcialidade".

A parcialidade, de acordo com Bottino, precisa ser analisada a partir de atos nos processos que tiveram um viés contra o ex-presidente, como a divulgação das conversas de Lula em 2016 e da delação de Palocci. Nesses casos, afirma, Moro foi parcial.

O juiz Moro diz que só comenta questões dos processos que julga nos autos.


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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Editorial


Bolsonaro e Haddad, em seus discursos, reduziram em vários graus o tom belicoso da campanha eleitoral e conclamaram respeito às regras do jogo e prevalência do interesse nacional.


DESARMANDO OS ESPÍRITOS


O Estado de S. Paulo




 


Tanto o presidente eleito Jair Bolsonaro como o candidato derrotado Fernando Haddad, tão logo o resultado da eleição presidencial foi conhecido, trataram de acalmar os ânimos da sociedade, bastante exaltados ao longo da campanha eleitoral, especialmente na reta final. Dado o nível da disputa, muito abaixo do que seria considerado civilizado, não surpreende que os dois contendores tenham sido incapazes de respeitar a etiqueta prevista para a ocasião – isto é, nem o candidato derrotado telefonou para o vencedor nem o vencedor mencionou o nome do derrotado ao fazer seu discurso da vitória.

No entanto, Bolsonaro e Haddad, em seus discursos, reduziram em vários graus o tom belicoso da campanha eleitoral e conclamaram respeito às regras do jogo e prevalência do interesse nacional.
É evidente que há uma distância muito grande entre o discurso e a prática, mas, no momento, esses pronunciamentos servem de baliza para o comportamento da militância de parte a parte e também para enquadrar as expectativas do País, ajudando a desanuviar um pouco o clima de apocalipse que se instaurou há algumas semanas.

Bolsonaro fez dois discursos. O primeiro foi de improviso, feito para as redes sociais, ambiente no qual o eleito fez praticamente toda a sua campanha. Ali, pareceu dirigir-se a seus aguerridos simpatizantes, ao criticar a “grande mídia” e ao dizer que o País não podia mais “continuar flertando com o socialismo, com o comunismo e com o populismo” – numa referência ao PT, seu alvo predileto durante a campanha. Nem parecia que a campanha havia se encerrado.
Felizmente, o presidente eleito fez logo em seguida outro pronunciamento, este sim, dirigido ao conjunto da sociedade – quando então manifestou seu compromisso de ser “um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

A palavra “liberdade”, aliás, foi uma das mais repetidas por Bolsonaro: “O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. (...) Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares deste país. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas”.

A ênfase nas liberdades e no respeito ao Estado Democrático de Direito pareceu ser uma resposta à frequente acusação de que Bolsonaro flerta com soluções autoritárias – afinal, em sua carreira política, fez elogios à ditadura e a torturadores. Assim, é importante que Bolsonaro tenha se sentido na obrigação de reafirmar seu respeito à Constituição e aos primados da democracia, pois nada, nem agora nem no futuro, pode justificar a violação desses princípios.

O mesmo se pode dizer da oposição que o PT pretende liderar. O discurso de Fernando Haddad ao admitir a derrota fez constar as referências de praxe à prisão do chefão Lula da Silva e ao impeachment de Dilma Rousseff, por ele considerados atos de exceção, mas em seguida dirigiu-se a “todo o povo brasileiro”, ao dizer que “nós temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando os interesses nacionais (...) acima de tudo”. E Haddad acrescentou: “Vamos defender os nossos pontos de vista, respeitando a democracia, respeitando as instituições, mas sem deixar de colocar o nosso ponto de vista”.

É alvissareiro, vindo de um petista, que haja declarada disposição de fazer oposição pensando no interesse do País, e não, como é costume no partido de Lula da Silva, pensando nas estratégias eleitoreiras do demiurgo de Garanhuns. Quando diz que “daqui a quatro anos nós teremos uma nova eleição”, Haddad sinaliza à militância que deve respeitar o mandato conferido a Bolsonaro, coisa incomum em se tratando do PT, campeão de pedidos de impeachment quando esteve na oposição. Resta saber qual será a representatividade de Haddad no PT, pois, até onde se sabe, o partido continuará a ser dirigido de uma cela em Curitiba.

Vencido e vencedor parecem ter compreendido que o discurso de ódio, uma vez apurada a vontade soberana da Nação, levaria a uma perigosa ruptura. Atenderam, portanto, ao chamado da razão, também para não serem estigmatizados por uma Nação que só deseja concórdia e prosperidade.

(30/10/18)

domingo, 28 de outubro de 2018

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ALTER EGOS

Imagem relacionadaImagem relacionada

by POLONSKY, David (2017)/ by DA VINCI, Leonardo (1506)


Faltam poucas páginas para eu concluir a leitura da fantástica Grafic Novel "O diário de Anne Frank" (imagem acima) e sinto um enorme vazio. Quantas Annes Franks foram ceifadas na Segunda Guerra e quem pagou por esses crimes? Tive uma "maratona" de pesadelos nas duas últimas noites.
Annelies Marie Frank estaria hoje com 89 anos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Charge

Esta charge sobre Bolsonaro foi censurada por site de notícia de Patos de Minas (MG).

domingo, 8 de julho de 2018

Acesse conteúdos restritos a assinantes (sem burocracia)






Basta fazer a busca, no Google, da matéria que você deseja acessar e selecione a opção EM CACHE, conforme figura acima. Pronto. Se preferir, você pode salvar o arquivo em PDF instalando um  software como a impressora virtual CUTEPDF.

Fotocharge




Recebido via WhatsApp

terça-feira, 12 de junho de 2018

Ação antipirataria: acesso ao MINHATECA permanece bloqueado



O endereço web do site "Minhateca", que oferecia serviços de armazenamento e compartilhamento de arquivos on-line, foi congelado por decisão da Justiça de São Paulo em uma ação movida pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), representante do mercado editorial no Brasil. O Minhateca permitia que internautas enviassem conteúdo e depois compartilhassem arquivos por meio de links diretos ou pastas abertas on-line. 

A decisão da juíza Adriana Cardoso dos Reis data do dia 12 de maio. Por causa do congelamento do endereço, o site está inacessível pelo seu endereço desde o dia 16 de maio. No despacho, que foi obtido por este blog, a juíza justificou a medida informando que a ré do processo, a "Safenames Brazil", "sequer foi localizada". A ação foi movida no final de 2016. 

A Safenames é uma empresa especializada em registro de domínios e monitoramento de marcas na internet. Esse tipo de empresa costuma registrar vários sites para seus clientes, mas não é responsável pela operação das páginas. A Justiça até o momento não conseguiu localizar a companhia para que ela informasse o verdadeiro dono do site Minhateca, que teria contratado a Safenames para efetuar o registro do endereço. 

No Google Play, o aplicativo do Minhateca soma mais de 500 mil downloads. O responsável pelo app está identificado como "Abelhas.pt", um site semelhante ao Minhateca voltado ao mercado português que já não existe mais, e traz um endereço físico do Chipre. 

O site tem seu conteúdo hospedado na AbeloHost, uma empresa holandesa que oferece "privacidade total" e aceita pagamento com moedas virtuais. A pirataria não está entre os conteúdos proibidos pelos termos de uso da AbeloHost. 

O blog não conseguiu entrar em contato com o Minhateca. O único endereço de e-mail fornecido é do próprio Minhateca e, como o endereço foi congelado, ele não funciona mais. O blog também procurou a Safenames e os endereços de e-mail registrados para a Safenames Brazil, mas o contato não foi retornado. 

A empresa está registrada em nome de dois sócios e estaria sediada em Foz do Iguaçu (PR). Segundo Dalton Morato, advogado da ABDR, o oficial de Justiça que procurou o endereço encontrou uma residência habitada pela mesma família há 30 anos e não localizou a empresa. Também não foram encontradas contas bancárias em nome da companhia. 

A Safenames é a detentora de quase 200 endereços na internet brasileira.

Fonte: G1

domingo, 1 de abril de 2018

Sacrilégio


Charge ABSURDA de autoria do cartunista Bennett, publicada pela "Folha de S.Paulo" em plena Quinta-feira Santa. Uma total falta de respeito não só com os católicos, mas com todos os cristãos.




A palavra 'roupa' já transmite ideia de plural quando se refere a traje completo



Trecho de reportagem publicada hoje no "Estadão", com chamada na primeira página (ATO CONTRA LULA TEVE ATÉ 'VAQUINHA'): "No meio da confusão de domingo, o responsável pelo Boneco (sic) de Lula com roupas de presidiários não apareceu".

Desnecessário o plural "roupas", haja vista que, neste contexto, o singular traz consigo a noção de "conjunto". Não satisfeito, o diário ainda flexionou indevidamente o complemento: "roupas de presidiários". Será que a intenção é dizer que tanto o personagem quanto o seu idealizador trajavam da mesma forma, daí o termo "presidiários"?

Eis uma forma correta, desfazendo-se qualquer ambiguidade: "o responsável pelo Pixuleco (boneco de Lula com roupa de presidiário) não apareceu".


Mais adiante, a reportagem afirma que a PM "teve de pedir reforços em Cascavel para manter os ânimos". Obviamente a reportagem quis dizer "para CONTER", "para ARREFECER os ânimos".