
De editorial em editorial, o The New York Times vai delineando o estado de espírito da opinião pública. (...) Mas a maior arma estava na virulência belicista de seus articulistas. Dois deles destacaram-se, as estrelas do jornal: Thomas L. Friedman e William Safire [foto].
(...) Um dia depois dos atentados, Safire escreve um artigo agressivo: "Quando pudermos determinar onde estão as bases de nossos inimigos, devemos pulverizá-los, minimizando – mas sem deixar de aceitar – o risco de danos colaterais". É a antecipação do ideário de guerra de Bush.
(...) O jornalista pedia que os Estados Unidos passassem para a fase dois: atacar o Iraque. Mas era preciso agir no momento certo. "E este é o momento."
(...) O jornalista elogiava a política de Bush de atacar qualquer país que abrigasse terroristas. "Com essa compreensão, nossos líderes amadureceram, nossa política externa ganhou novo respeito e a lei internacional foi alterada para sempre".***
Depois dos atentados de 11 de Setembro , todo tipo de notícia contra Bin Laden era bem-vinda. Ele teria especulado com ações de empresas seguradoras europeias e americanas e das companhias aéreas United Airlines e American Airlines sabendo que a cotação desabaria no mercado. Nunca se deu qualquer indício de como isso foi feito e nunca mais se falou no assunto.
(...) O texto, transcrito pelo Estadão, dizia que Bin Laden "teria" vinte bombas nucleares russas, compradas da máfia russa por 30 milhões de dólares e duas toneladas de ópio. A fonte é a revista Al-Watan. Nenhuma prova é apresentada.
(...) Importante lembrar um artigo do jornalista Robert Fisk, no The Independent britânico, escrito no dia 6 de setembro de 2001: "O erro dos Estados unidos foi não agir corretamente no Oriente Médio. Nos próximos dias será feito um esforço para esquecer os motivos dos atentados. E as atenções estarão voltadas para quem e como foram executados. A CNN e a maioria da mídia já obedecem a essa regra essencial da guerra".
Carlos Dorneles
In: "Deus é inocente: a imprensa, não."
4 comentários:
Manoel,
Sem querer entrar em detalhes sobre as afirmações e a influência da imprensa norte-americana, vou dizer apenas que acho preocupante este tipo de educação à missão terrorista sustentada pela imprensa, em parcial, ou total, parceria com o governo dos EUA.
Quero mesmo é dizer que gostei muito da imagem de abertura do Ugh!. Fantástica a escolha da máscara do Codinome V estando dependurada. Achei a imagem bem o espírito do blogue. Além de ter ficado esteticamente bonito o todo. Muito criativo.
Um afetuoso abraço.
Olá, Bruna! Pois eu ia trocar a vinheta justamente hoje, mas agora vou adotá-la como padrão (alterando-a apenas sazonal e momentaneamente), em sua homenagem.
Grande abraço.
PS. Notou no sujeito atrás do Safire?
Manoel,
fico acarinhada pela homenagem. Obrigada.
Quanto ao sujeito atrás do Safire, me pareceu o "Sr." Bush. É ele?
O próprio, Bruna, o próprio, presenteando o namorado...
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